Tipos de Relações (para uma vida mais Criativa)

Olá,

Você já parou para pensar nos tipos de relações que levamos?

Já parou para pensar no relacionamento que temos com seres, objetos, ambientes, à nossa volta?
(E isso vale para relações amorosas, amizades, relações familiares, profissionais etc. etc. etc.)

Pois é, eu me peguei pensando nisso, esses dias…

E, olhando para trás – para a história que venho construindo –, notei algo bem interessante…

Eu percebi que, num primeiro momento, eu priorizava o tipo de comportamento que, aqui, chamarei de “A”.

(E aqui vai um gráfico para me ajudar a explicá-lo)

E o que essa imagem aí quer dizer?

Bom, os quadrados amarelos (com o “1) simbolizam comportamentos que busquem criar uma relação de dependência.

Ou seja: as ações que eu tomo visam estabelecer uma ligação indissociável entre dois elementos (entre um EU e um OUTRO).

Ou seja (2): essas são as ações que eu tomo “mergulhando de cabeça” em algo. São aquelas relações em que eu “perco a noção de onde acaba a minha individualidade e onde começa a individualidade do Outro”.

Exemplo: é o casal de namorados que conjuga tudo, o tempo todo, no “nós”: nós fizemos isso, nós gostamos daquilo, nós queremos, nós sabemos

Eis o tipo de relação que promove a identificação absoluta entre as partes (“não somos dois, somos um!”).

Seria, mais ou menos, assim:

(Ao olharmos para a imagem da Relação “A+A”, percebemos o quanto ela prioriza essa integração de 2 em 1)

(Entenda que eu não estou a julgar esse tipo de comportamento como certo ou errado. Estou só apontando que notei tal padrão. Cabe a cada um decidir qual tipo de ação, de relação, prefere para si)

Agora (voltando para a minha história), sinceramente, eu percebi que, pra mim, esse tipo de relação não estava funcionando. No final das contas, depois de tanto alimentar esse tipo de relacionamentos, eu estava me sentindo “perdido”, “vazio”, “sem eira nem beira”.

Eu me vi vivendo mais pelos outros do que por mim mesmo…

… E, o que eu fiz, então?

… Ahá! Eu passei a priorizar os “quadradinhos azuis”!

(E o que são os quadradinhos azuis?)

 

Os Quadradinhos Azuis

Bom, para explicar esses quadrados (marcados com o número “2”), falemos dos comportamentos tipo “B”:

Se o quadrado Amarelo simboliza as ações que caminhem rumo a uma relação de dependência, os comportamentos do quadrado Azul são as ações opostas.

Ou seja: os quadrados azuis mostram os comportamentos que busquem uma relação de total independência entre as suas partes.

Ou seja (2): nós somos forçados, o tempo todo, a nós relacionar. Não tem jeito, por mais que queiramos nos isolar, sempre estamos “encontrando o mundo à nossa volta e o mundo sempre está nos encontrando”. Ainda assim (ou por causa disso), os quadradinhos azuis querem estabelecer uma “relação de troca mínima entre as partes”.

Ou seja (3): os quadradinhos azuis simbolizam as atitudes que visam “preservar, ao máximo, a individualidade das partes, quando relacionadas”.

Portanto, se o quadrado amarelo conjuga tudo no “nós”, o quadrado azul prefere o “eu”: eu faço isso, eu prefiro aquilo, eu quero, eu posso, eu vou

Isso, em uma relação (envolvendo 2 elementos), fica assim:

(Vale destacar que, por mais “quadradinhos azuis” ou “amarelos” que tenhamos, nunca será “só um” ou “só o outro”.
Entretanto, dá pra imaginar que uma relação entre um indivíduo com comportamento tipo “A” e um com um comportamento tipo “B” não vá durar muito, certo?
Por isso nem falarei das “relações nada duradouras A+B”, rs)

E (voltando, de novo, para a minha história), beleza, eu tinha migrado das Relações “A+A” para as Relações “B+B”. Fui de um extremo a outro! Maravilha, certo?

… Hum, não muito…
Ainda assim, eu não me sentia muito “satisfeito” com isso.
Mesmo pensando agora no “eu, eu, eu”, eu ainda não tinha me encontrado. Nenhuma dessas formas de me relacionar com as pessoas, com as coisas, com o mundo, despertava, em mim, grandes alegrias, grandes melhorias, crescimentos…

… Eis que eu enxerguei os tais “quadradinhos verdes”.

 

Os Quadradinhos Verdes

Vamos, enfim, aos comportamentos tipo “C”:

E o que são os quadradinhos verdes?

Esses são os mais simples de explicar:

Quanto dá 1+2?

Qual a cor que teremos ao juntar Amarelo e Azul?

Resposta: um quadradinho verde com o número 3!

Ou seja (360): os quadradinhos verdes são os comportamentos que não estão “nem tão lá”, “nem tão cá”. Eles nem querem a dependência absoluta, nem a independência extrema.

E, como você pode perceber, ao olhar para o gráfico do comportamento tipo “C”, isso não acontece “num passe de mágica”, eliminando os comportamentos “Amarelos” ou “Azuis”.

… É uma questão, meramente, de equilíbrio.

É uma questão de alternar entre o “nós” e o “eu”.

É uma questão de priorizar o “E”, ao invés do “OU”.

 

E o que isso tem a ver com a Criatividade?

E, afinal de contas (literalmente), o que isso tem a ver com Criatividade?

Ah, tudo, poxa vida…

Se você priorizar o comportamento “Tipo 1”, se tiver uma “Febre Amarela”, como espera usufruir da sua Criatividade, daquilo que de mais único, de mais diferente, você tem dentro de si?

A meu ver, o “nós” não cria nada. Mesmo numa sessão de grupo, num brainstorming, por exemplo, a ideia criativa pode surgir da associação entre várias ideias, de várias pessoas…

… Mas é necessário que uma única cabeça junte aquilo; que um indivíduo dê uma forma para aquele conjunto de ideias – expressando, enfim, a tal ideia criativa que estava “pairando por ali”!

Agora, se, ao contrário, você só ficar no “eu, eu, eu”, se focar só em ter mais e mais “quadradinhos azuis”, tentando se isolar de tudo e de todos, como espera ter repertório para chegar a uma ideia criativa?

Se você nem mesmo prestar atenção no que já foi feito, se não se interessar pelo que se passa na vida das pessoas ao seu redor, como criará algo diferente? Pra ser diferente, é preciso ter uma referência! 

Como criar algo digno de causar alguma transformação (por
menor que seja), se você nem sabe como as coisas funcionam, lá fora, além do seu mundinho?

ENFIM…

Por essa e por outras é que eu me peguei pensando que, pra acessarmos os nossos Modos de Vida Criativos, seria bacana cultivarmos comportamentos mais do tipo “C”.

… “C” de Criativos?
(Eu juro que não tinha pensado nisso até agora, por mais infame que seja, rs)

=)

Em tempo: buscar criar relações mais equilibradas é o que eu tenho feito, pelo menos, desde então, e tem funcionado bem pra mim. E tem ajudado a desenvolver cada vez mais a minha Criatividade…
Acho que vale a pena testar… =)

Em tempo (2): em uma imagem, a Relação “C+C” ficaria assim:


(É daquelas de virar o nosso mundo de ponta-cabeça…
Enquanto um se afasta, o outro se aproxima. É como uma respiração em conjunto. Os dois não respiram juntos, da mesma forma: eles respiram no mesmo ritmo – o que é muito diferente! Eles se complementam: um inspira, enquanto o outro expira)

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